Sou filha da alvorada
Mãe das águas do Sado
Esposa do Nilo irado
Irmã da noite exaltada.
Sou agoiro, profecia
Sou aurora, lua cheia
Sou deserto, beijo-areia
Sou óasis, água-teia.
Sou espirito, oração
Sou sombra, aparição.
Sou livre, inatingível
Sou eu mesma, intraduzível.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
domingo, 9 de maio de 2010
Tudo isto
Tudo isto
é um nada
entre reticências.
É um mar
que engole a alvorada
da tua inocência.
É um olhar de mágoa
condensada.
Isto é tudo o que temia
Isto é...
Uma aragem agreste e fria,
uma espécie de ventania,
uma tortura, uma agonia.
é um nada
entre reticências.
É um mar
que engole a alvorada
da tua inocência.
É um olhar de mágoa
condensada.
Isto é tudo o que temia
Isto é...
Uma aragem agreste e fria,
uma espécie de ventania,
uma tortura, uma agonia.
Eis mais um poema de mágoas
Eis mais um poema de mágoas,
lágrimas, tristeza e nostalgia
que termina nas inquietas águas
da minha inquieta agonia.
E é nessas inquietas águas
que os meus versos se interrogam
E é nessas malditas mágoas
que os meus sonhos se afogam.
E eis que a alma destes meus versos
mergulha nos pesadelos submersos
e nas águas onde todos falecem.
E assim termina a minha Utopia :
com mágoa, tristeza e nostalgia
e com agoiros que me entristecem.
lágrimas, tristeza e nostalgia
que termina nas inquietas águas
da minha inquieta agonia.
E é nessas inquietas águas
que os meus versos se interrogam
E é nessas malditas mágoas
que os meus sonhos se afogam.
E eis que a alma destes meus versos
mergulha nos pesadelos submersos
e nas águas onde todos falecem.
E assim termina a minha Utopia :
com mágoa, tristeza e nostalgia
e com agoiros que me entristecem.
Os que me julgam
Alguns julgam-ne para sempre perdida,
algém sem chama, sem vida.
Dizem que sou fraca, vulnerável,
que sou amarga, desprezível,
que não tenho sonhos, ambição,
que estou condenada à solidão.
Alguns julgam-me inerte, adormecida
alguém sem chama, pobre foragida.
Chamam-me de louca, de orgulhosa,
de mulher cruel e perigosa.
Dizem que sou a maligna profecia
que se irá cumprir um dia...
algém sem chama, sem vida.
Dizem que sou fraca, vulnerável,
que sou amarga, desprezível,
que não tenho sonhos, ambição,
que estou condenada à solidão.
Alguns julgam-me inerte, adormecida
alguém sem chama, pobre foragida.
Chamam-me de louca, de orgulhosa,
de mulher cruel e perigosa.
Dizem que sou a maligna profecia
que se irá cumprir um dia...
Quis
Quis ser tudo o que não sou, apenas isso
tornar-me outra pessoa, sair de mim
reencarnar em outro corpo, morrer enfim
e anular quem fui, esquecer-me disso.
Quis ser quem não sou, sombra, feitiço
quis ser o sol brilhante, trovão ruim
ou até mesmo imaculado querubim
ou a pura insensatez de um compromisso.
Mas, fiquei sendo eu, nada mudou
a mesma fraca que a vida ceifou,
a mesma vaga que o mar engoliu...
Continuo a ser esta mulher intraduzível
de feitio ingrato e desprezível
que a vida esqueceu e retraiu...
tornar-me outra pessoa, sair de mim
reencarnar em outro corpo, morrer enfim
e anular quem fui, esquecer-me disso.
Quis ser quem não sou, sombra, feitiço
quis ser o sol brilhante, trovão ruim
ou até mesmo imaculado querubim
ou a pura insensatez de um compromisso.
Mas, fiquei sendo eu, nada mudou
a mesma fraca que a vida ceifou,
a mesma vaga que o mar engoliu...
Continuo a ser esta mulher intraduzível
de feitio ingrato e desprezível
que a vida esqueceu e retraiu...
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Porque cai a chuva ?
Porque cai a chuva ?
Porque chora o vento ?
Porque grita a noite ?
Porque está cinzento ?
Porque as nuvens correm ?
Porque ondula o mar ?
Porque o céu ressoa ?
Porque amarga o ar ?
Porque os ramos dançam ?
Porque as folhas caem ?
Porque o medo espreita ?
Porque os anjos saem ?
Porque chora o vento ?
Porque grita a noite ?
Porque está cinzento ?
Porque as nuvens correm ?
Porque ondula o mar ?
Porque o céu ressoa ?
Porque amarga o ar ?
Porque os ramos dançam ?
Porque as folhas caem ?
Porque o medo espreita ?
Porque os anjos saem ?
Nesta terra que amei
Nesta terra que amei, em que nasci
quis o destino levar-te assim de mim
e agora sob os lugares onde brinquei e cresci
descansa o teu corpo, decompondo-se assim.
Nesta mesma terra onde o amor descobri
de uma forma tão simples, tão forte enfim,
quis Deus que fosse a mesma onde perdi
o homem que mais amei, principio e fim...
Agora, da janela onde outrora nos amavámos
só vejo o vazio de uma vida quase sem nada
e as cinzas dos muitos beijos que trocávamos.
Nada nesta terra me faz sorrir... só as memórias
de ti, de nós, da nossa paixão assolapada
e das imagens lindas da nossa história...
quis o destino levar-te assim de mim
e agora sob os lugares onde brinquei e cresci
descansa o teu corpo, decompondo-se assim.
Nesta mesma terra onde o amor descobri
de uma forma tão simples, tão forte enfim,
quis Deus que fosse a mesma onde perdi
o homem que mais amei, principio e fim...
Agora, da janela onde outrora nos amavámos
só vejo o vazio de uma vida quase sem nada
e as cinzas dos muitos beijos que trocávamos.
Nada nesta terra me faz sorrir... só as memórias
de ti, de nós, da nossa paixão assolapada
e das imagens lindas da nossa história...
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