Quis ser tudo o que não sou, apenas isso
tornar-me outra pessoa, sair de mim
reencarnar em outro corpo, morrer enfim
e anular quem fui, esquecer-me disso.
Quis ser quem não sou, sombra, feitiço
quis ser o sol brilhante, trovão ruim
ou até mesmo imaculado querubim
ou a pura insensatez de um compromisso.
Mas, fiquei sendo eu, nada mudou
a mesma fraca que a vida ceifou,
a mesma vaga que o mar engoliu...
Continuo a ser esta mulher intraduzível
de feitio ingrato e desprezível
que a vida esqueceu e retraiu...
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Um facto eu constato; esta, não acredito que seja a minha prima Susana. E o mais interessante é verificar que o sentimento está vincadamente presente...Como? então perceber que esta pessoa encarna perfeitamente a personagem que aqui retrata. Tem sem dúvida de ser uma pessoa de grandes e profundos sentimentos.
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